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  • Corra para ver o que há. Para ver tudo que se tem, numa reza de adeus, no encontro com os seus. Todo mundo prosa sobre a novidade. É assim, cidade pequena, vida longa, mesmas caras, tudo escuro, no escudo da mesmice, tudo certo no deserto de retalhos de uma história natimorta. O segredo dos mesmos sorrisos, daqueles que trocam o novo pelo sempre… Que falácia, a vida que se dilacera em cansaço no ditame de uma rotina, nos dias iguais e pasteurizados pelo cartão de ponto. Figurinha repetida, ambígua da língua que não guarda mais que veneno, menos que conselho e tudo aquilo que nos gera desespero, assim, faça mais por menos. Jogue roleta com uma russa, bata papo com um cachorro, saia de banda como um louco, grite por sentido em um mundo cego e perdido. Rime sem esquizofrenia, sabote seus pensamentos, intua o que quiser. Seja livre nas falas. Impagável a dica, rechaçar o aqui, pois o todo será você agora e nunca mais. Trabalhe pelo salário da liberdade, viva o ócio sem questionar, saiba que tudo é finito e que você é parcela deste carnê! Negue as verdades, compreenda as estórias como histórias, extrapole o que jamais aceitou, reze em frases pagãs, reconquiste o seu olhar sem fazer tipo. Jogue fora o tempo e busque o infinito. Faça frases confeitadas e bolos de ideias, mas faça festa, pise na grama, sinta a terra e voe para onde a sua mente imaginar mas, por favor, não apodreça sem experimentar uma boa comida, uma viagem de balão, uma canção brega e o amor, pois esta será a sua última chamada. Corra para ver o que há.
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