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  • José era um sujeito calado, de poucas falas e muito observador. Sofria com isso. Deixava de viver as coisas boas e superficiais da vida, assumindo uma rotina digna de pena. Possuía inúmeras ideias e anseios, mas quieto, profundamente silenciado pela constante decepção com o mundo, pouco fez... faltava atitude. José não tinha dinheiro, possuía uma mente inquieta e sustentava uma aparência descuidada e apagada. Jogado na rotina e numa infinidade de afazeres banais, inerentes a um perdedor, cumpria com a sua labuta diária em um escritório de quinta categoria. Sonhava em montar um negócio próprio, ter família, filhos e, quem sabe, um cão... ser o homem da casa... Mas seus desejos estavam bem distantes de sua realidade. José acabou ali, numa terça-feira chuvosa, no corredor daqueles hospitais públicos contaminados na periferia da cidade. Lá estava ele, vagamente assistido por uma enfermeira plantonista que, a cada trinta minutos passava agitada ao seu lado. José estava com o corpo frágil, depositado em uma maca, deixado ali mesmo no corredor da emergência. Ele percebeu que o sonho dava passagem a uma obscura e densa realidade.
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