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  • "O moderno reacionário é um subproduto do alargamento da cidadania. São quixotes sem utopias, denunciando a patrulha de quem se atreve a contestar seu suposto direito líquido e certo a propagar um bom e velho preconceito." - Marcelo Semer, Juiz.

    Sempre fui meio indignado com o grau de conservadorismo verificado no pessoal da minha geração. E ultimamente isso vem sendo aprofundado entre as pessoas que me sao proximas e entre meus queridos amigos. É uma admiraçao, meio torta, meio inapropriada, meio no tempo errado, talvez, por estruturas políticas, sociais, culturais e econômicas conservadoras.

    Às vezes, percebo que a minha geração cultua a estabilidade mais que a felicidade ou a realização pessoal. Ou pior: a felicidade e a realização pessoal, aos olhos da minha geração - que nasceu e cresceu BÊBADA de liberdade - é igual a estabilidade. Sucesso é estabilidade; ser ambicioso é desejar estabilidade.

    É buscando essa estabilidade idealizada que todos se tornam conservadores. De conservador pra reacionário é um passo. E de reacionário pra intolerante é outro, ou nenhum. Contudo, aos meus amigos e companheiros de idade, eu digo que já é tempo de termos a maturidade de sepultar aqueles pedaços de intolerância que vez ou outra insistem em nos mover e que são fonte de tantas coisas lamentáveis.

    Aqui, me permitam recorrer a um clichê: vivemos uma época de mudanças que acontecem de forma rápida, acelerada e ininterrupta. Os “novos tempos”, que os nossos avós tanto se referiam, chegam todo mês; toda semana. A maioria das coisas que fazíamos, víamos e experimentávamos há 1 ano atrás (UM ANO, um período ínfimo de tempo) já nos parece tão distantes e ultrapassadas. As coisas são muito mais fluidas, mutáveis e efêmeras que nunca.

    O que devemos aprender desse mundo dinâmico e mutável é: se formos inflexíveis à mudança, seremos destruídos pela própria era em que fomos jogados. A extrema fluidez e dinamicidade dos nossos tempos são incompatíveis com estruturas de pensamento engessadas. Temos que nos forçar a abandonar o medo da mudança, o medo do diferente. As mudanças acontecerão, quer queira ou não. Se estivermos de mente aberta para ela e preparados para aceitá-las, o sofrimento - na falta de um termo mais adequado - será menor.

    Apesar de todos gostarem do fato de viver num mundo adorável de novidades diárias, rapidez e dinamicidade, nossa consciência ainda não apreendeu bem o fato de que precisamos ser coerentes com isto. No século XXI, o ditado oriental que diz que devemos ser flexíveis como o bambu e não rígidos como o carvalho perante o vento, é mais apropriado que nunca. Não será muito inteligente nem efetivo viver como um carvalho no meio de uma tempestade de mudanças que, acredito, só tenderá a piorar.

    Sobretudo àqueles que comigo dividem o privilégio de viver a juventude nesse mundo fascinante, vamos dar o primeiro passo e libertar nossas concepções das visões rígidas. Façamos isso ou seremos destruídos e substituídos. Num instante.

    Then you better start swimmin’
    Or you’ll sink like a stone
    For the times they are a-changin’.
    - BOB DYLAN -
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